Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

Solenidade de Todos os Santos

Chamados a Ser Santos

05/11/2017

 

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

 

Estamos celebrando, neste domingo, a solenidade de “Todos os Santos”, transferida, no Brasil, para o domingo seguinte ao dia primeiro de novembro, quando este ocorrer em dia da semana.  Os santos são intercessores e modelos de vida cristã para o Povo de Deus. Pela intercessão dos santos, as nossas preces chegam a Jesus e por meio dos seus exemplos somos motivados a segui-lo fielmente. Quanto às imagens dos santos, a nossa atitude é de respeito e piedosa veneração, nada existindo de idolatria na representação dos santos por meio das imagens. Quem afirma ser idolatria o culto aos santos ou a veneração de suas imagens não conhece bem o ensinamento da Igreja a respeito dos santos, nem está entendendo o que a Bíblia afirma sobre a idolatria.  

 Num mundo marcado por tantas situações de pecado, esta solenidade litúrgica nos convida a fazer a experiência de uma vida santa, recordando-nos que todos são chamados a ser santos. O Livro do Apocalipse (Ap 7,2-4.9-14) se refere a uma “multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar”, indicando-nos que a salvação em Cristo e a santidade são para todos. Eles permaneceram fiéis na “grande tribulação”; perseveraram até o fim em meio a perseguições. Os santos são exemplos de fidelidade a Cristo, são testemunhas corajosas e fiéis do Senhor. Recentemente, no dia 15 de outubro, tivemos a alegria da canonização de 30 santos mártires do Rio Grande do Norte, cujo testemunho nos estimula a viver a fé com maior empenho e fidelidade. Contudo, não são santos por conta própria; são santos porque foram redimidos por Cristo, “lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

A passagem das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12) nos mostra quem são os santos e como ser santos. Os santos são “bem-aventurados”, são “felizes”. Nesta solenidade, nós somos motivados não somente a meditar e a rezar as “Bem-aventuranças”, mas acima de tudo a por em prática o que Jesus nos ensina. Santos e felizes são os pobres em espírito, os mansos, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os aflitos consolados por Deus, os que têm fome e sede de justiça e os perseguidos por causa da justiça. Este é o caminho da santidade proposto por Jesus. Somos todos chamados a ser santos, trilhando o caminho das bem-aventuranças.

 A primeira carta de S. João (1Jo 3,1-3) nos recorda o “grande presente” que o Pai nos deu: “sermos chamados filhos de Deus”. Os santos, purificados por Cristo, se comportam como verdadeiros filhos de Deus e, por isso, como irmãos.

                                   

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