Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

Mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial da Paz

A Não-Violência: estilo de uma política para a paz

01/01/2017

No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e a semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta “dignidade mais profunda” e façamos da não violência ativa o nosso estilo de vida.

Nesta ocasião, desejo deter-me na não–violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais.  Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo característico das nossas decisões, dos  nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura. Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um patrimônio exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem “a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida”. Reitero-o aqui sem hesitação: “nenhuma religião é terrorista”. A violência é uma profanação do nome de Deus. Nunca nos cansemos de repetir: “jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra”.

O próprio Jesus nos oferece um “manual” desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5,3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os manos, diz Jesus, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.

No nascimento de Jesus, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2,14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia. No ano de 2017, comprometamo-nos através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. “Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz”.

           (Observação: Foram transcritos apenas alguns parágrafos da Mensagem).  

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