Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

IV Domingo do Advento

O “Sim” de Maria e José

18/12/2016

 

+ Sergio da Rocha

Cardeal Arcebispo de Brasília

 

Na proximidade do Natal de Jesus, a Liturgia da Palavra nos apresenta a figura de José, esposo de Maria, humilde carpinteiro de Nazaré, que “era justo”, o que significa “santo”. Por isso, mesmo sem entender tudo o que se passava com Maria, ele diz o seu “sim” a Deus. A narrativa se conclui afirmando que “José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” (Mt 1,24).

Além de ser modelo de fidelidade, por cumprir fielmente a palavra de Deus, José mostrou ser um marido que ama a sua esposa e por ela é capaz de arriscar-se. Ao invés de denunciar Maria, por estar grávida antes de viverem juntos, o que segundo as leis daquele tempo poderia levá-la ao apedrejamento, ele tinha preferido abandoná-la em segredo (Mt 1,19). Contudo, Deus veio em seu auxílio, ajudando-o a compreender o que se passava e a cumprir a missão que lhe estava sendo confiada. Ao aceitar Maria como esposa, José acolheu também a Jesus, de quem cuidou paternalmente.

Deste modo, a profecia de Isaías, proclamada na primeira leitura, se cumpriu plenamente através do “sim” de Maria, contando também com o “sim” de José. “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel” (Is 7,14), “o que significa Deus está conosco”, explica o Evangelho segundo Mateus.  Além da expressão “Emanuel”, a origem divina de Jesus é ressaltada pela repetida afirmação de que ele foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1,18.20).

Na Carta aos Romanos, S. Paulo testemunha a grandeza da graça de Deus na sua vida, reconhecendo que o seu apostolado era dom de Deus e recordando-nos que somos todos “chamados a ser discípulos de Jesus Cristo” (Rm 1,6). Para tanto, a liturgia das missas do Advento tem nos convidado a abrir as portas para que o rei da glória possa entrar, conforme rezamos no Salmo 23. Deus conta também com o nosso “sim”, assim como ele contou com o “sim” de Maria e de José.

Estamos chegando ao final do tempo do Advento. É importante pensar como está a sua preparação para o Natal de Jesus. A preocupação com festas ou presentes não pode ofuscar ou substituir o sentido genuíno do Natal, nem a devida preparação espiritual. Para que o Natal seja o “Natal do Senhor”, é preciso que a preparação seja feita de oração, escuta da Palavra de Deus, participação na Eucaristia e vivência do amor fraterno, que poderá exigir o perdão e a reconciliação. Participe da missa do Natal, acolhendo aquele que é a razão de nossa alegria: o menino Jesus, Deus-conosco! 

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