Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

Solenidade de Todos os Santos

Chamados à Santidade

06/11/2016

 

+ Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

 

A solenidade de Todos os Santos, pela sua importância e para que todos possam participar da Eucaristia, é transferida, no Brasil, para o domingo seguinte ao dia primeiro de novembro, quando este ocorrer em dia da semana. Ao rezar o Creio, nós afirmamos que cremos na “comunhão dos Santos”, isto é, na comunhão dos peregrinos na terra com os bem-aventurados do céu, formando uma só Igreja. Por isso, nós cremos na intercessão dos santos. Eles são intercessores e modelos de vida cristã para o Povo de Deus peregrino. Eles não ocupam o lugar de Jesus; ao contrário, eles nos conduzem a Cristo. Pela intercessão e méritos dos santos, as nossas preces chegam a Jesus e por meio dos seus exemplos somos motivados a segui-lo fielmente. Quanto às imagens dos santos, a nossa atitude é de respeito e veneração, nada existindo de idolatria na representação dos santos por meio das imagens. 

A Liturgia da Palavra nos mostra quem são os santos e o que devemos fazer para viver na santidade. O livro do Apocalipse se refere a uma “multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar”, pois a salvação em Cristo e a santidade são para todos. Somos todos chamados à santidade. Eles “estavam de pé” diante do Cordeiro, “trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão” (Ap 7,9).  Nas imagens dos mártires, encontramos sempre uma palma na mão, recordando a palma do martírio, do testemunho, da fidelidade até a morte, a palma da vitória conquistada por Cristo. Os santos são testemunhas e exemplos de fidelidade a Cristo na vida cotidiana e nas grandes ocasiões. Acima de tudo, “vieram da grande tribulação” e permaneceram fiéis. Contudo, não são santos por conta própria; são santificados por Deus. Eles são santos porque foram redimidos por Cristo: “lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14). A santidade será sempre dom de Deus e por isso, será sempre vivida pela graça de Deus.

O Evangelho nos apresenta a belíssima passagem das Bem-aventuranças, recordando-nos, hoje, que os santos são “bem-aventurados”, isto é, “felizes” (Mt 5,1-12). Eles não foram pessoas tristes ou infelizes neste mundo, embora tivessem passado por provações. São santos e felizes os que vivem as bem-aventuranças: os pobres em espírito, os mansos, os misericordiosos, os puros de coração, os aflitos consolados por Deus, os que têm fome e sede de justiça, os perseguidos por causa da justiça. Este é o caminho da santidade proposto por Jesus. Somos todos chamados a ser santos, trilhando o caminho das bem-aventuranças e, deste modo, experimentando a felicidade verdadeira e duradoura que vem de Deus.

Imprimir Subir Voltar

 Fale Conosco Contatos Webmail Twitter GooglePlus Facebook Flickr Youtube
© Copyright 2013 - Todos os direitos reservados. Voltar a Home