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Dom Sergio em Corpus Christi: “Quem participa da Eucaristia não se acomoda em esquemas de corrupção”

16/06/2017 01:00

A Arquidiocese de Brasília celebrou na tarde desta quinta-feira, 15 de junho, a tradicional Festa de Corpus Christi. Uma multidão de 60 mil fiéis se reuniu na Esplanada dos Ministérios para participar da missa campal, em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi presidida por dom Sergio da Rocha, cardeal arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O cardeal emérito de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, concelebrou a Missa com dom Sergio e os quatro bispos auxiliares de Brasília, além de sacerdotes, diáconos e seminaristas da Igreja local.

“Quem participa da Eucaristia, não desiste de caminhar”

Ao se dirigir aos fiéis e autoridades presentes, dom Sergio reforçou a importância de se crer em Deus, sobretudo nos momentos de dificuldade. Relacionando a vida cotidiana atual com a do povo da leitura do livro do Deuteronômio (Dt 8,2-3.14b-16a), o cardeal lembrou da importância de se reparar nos sinais da presença de Deus, mesmo nas situações adversas. Assim, se permite que Ele aja com misericórdia e conduza a uma vida nova.

“O deserto foi um tempo de provação diante deles, em que muitos questionaram a Deus e foram infiéis. Mas foi também para o povo ocasião para experimentar, de modo especial, a graça, a misericórdia, o amor de Deus. Foi uma ocasião especial para crescer na fé, que foi purificando, crescendo, amadurecendo”, afirmou.

Dom Sergio também recordou as dificuldades encontradas pelo povo brasileiro frente à situação política e econômica. Ressaltou a necessidade em não desistir de caminhar e, como povo de Deus, chamados a se alimentar do Pão da Vida, testemunhar os valores que brotam do Evangelho, que Jesus transmitiu e que a Igreja ensina. “Nós necessitamos muito da fé em Deus, da fidelidade à palavra de Deus. Quem participa da Eucaristia, quem se alimenta do pão da vida, não desiste de caminhar. Não se acomoda em esquemas de corrupção, de injustiça, ou de qualquer forma de pecado”.

Maria Santíssima, primeiro sacrário vivo

Neste ano Nacional Mariano, dom Sergio mencionou também a importância de sermos gratos a Maria pelas bênçãos concedidas ao povo brasileiro ao longo dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O cardeal lembrou que ela foi o primeiro sacrário vivo, trazendo consigo Jesus no seu seio puríssimo. Ao final da homilia, o arcebispo exortou os fiéis a pedir, pela intercessão de Maria, que Deus permanecesse com cada um, fortalecendo a fé e a caridade em meio aos cristãos. “Nós repetimos hoje o que temos suplicado tantas vezes em um canto muito conhecido: ‘Fazei-nos, ó Virgem Maria, sacrários vivos da Eucaristia’. E a Jesus, presente no Santíssimo Sacramento, nós pedimos mais uma vez: Fica conosco, Senhor!”

Como Igreja, suplicando pela paz no Brasil

Dom Sergio conduziu um momento de oração especial pela paz no Brasil, pedindo a Deus misericórdia face a tantos problemas enfrentados pelo povo atualmente. A Jornada de Oração, como foi intitulada, é um convite feito pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a todas as comunidades, paróquias, dioceses e regionais do país e destinada especialmente para a Solenidade de Corpus Christi.

A intenção da CNBB foi fazer com que o povo, unido à Eucaristia, pudesse suplicar a Deus a misericórdia pelo Brasil. Um dos trechos da oração diz: “Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejam atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos!”

Procissão na Esplanada

Finalizada a oração após a comunhão, o Santíssimo Sacramento foi exposto no altar e, em seguida, levado ao papa móvel para a tradicional procissão pela Esplanada dos Ministérios. Os fiéis seguiram dom Sergio e todo o clero, com velas, rezando os mistérios luminosos do Santo Rosário. Como de costume, houve três paradas durante o cortejo para a concessão de três bênçãos especiais: para os enfermos, os governantes e as famílias. Ao final da procissão, os presentes fizeram uma breve adoração a Jesus Eucarístico, seguida da benção final de dom Sergio.

 

Por Carolina Lima

Fotos: Núcleo de Fotografia da Arquidiocese de Brasília

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