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Igreja celebra os 50 anos de episcopado de dom Falcão

10/06/2017 12:30

Emoção e alegria marcaram Missa em ação de graças pelos 50 anos do episcopado do cardeal José Freire Falcão, o arcebispo emérito de Brasília. A celebração foi presidida na manhã deste sábado, na Catedral Metropolitana de Brasília, pelo próprio dom Falcão. Vale destacar que a data é festejada no dia 17 de junho, mas por motivos não divulgados, a comemoração precisou ser antecipada.

A celebração contou com a presença do cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB; dom Raymundo Damasceno, cardeal arcebispo emérito de Aparecida; dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia; dom Fernando José Guimarães, arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil; dom Osvino José Both, arcebispo emérito do Ordinariado Militar do Brasil; dom José Luiz Majella, arcebispo de Pouso Alegre; dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar de São Paulo; e os bispos auxiliares da Arquidiocese de Brasília: dom Leonardo Ulrich Steiner, dom Marcony Vinícius Ferreira e dom Valdir Mamede. Esteve presente também o ex-presidente José Sarney.

A Santa Missa teve início com a acolhida feita pelo cardeal Sergio da Rocha, com gratidão, dom Sergio declarou a importância de dom Falcão para a Igreja de Brasília.

“Querido irmão, dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília, nós damos graças a Deus pelos seus 50 anos de episcopado. E hoje, temos inúmeros motivos para louvar a Deus por essa data, especialmente porque estamos agradecidos pela sua dedicação como arcebispo de Brasília. Agradecemos a Deus por poder contar com sua presença em nossa Arquidiocese, como arcebispo emérito”, disse o cardeal.

Em seguida, dom Sergio relatou sobre a postura irrefutável, adotada pelo arcebispo emérito. “Gostaria de ressaltar o testemunho fiel de comunhão eclesial na Igreja, pelo testemunho de humildade e simplicidade, vivido de modo exemplar em seu lema episcopal, que é tão belo: Servir na Humildade -‘In Humilitate Servire’ ”.

Para concluir, dom Sergio agradeceu a dom Falcão pelo cuidado e compromisso com a Igreja, com os irmãos de fé e com a comunidade.

“Obrigada dom Falcão, de coração, por ser um verdadeiro pai, irmão e amigo. Continue a contar sempre com a gratidão e orações de todos nós”.

Em sua homilia, dom Falcão louvou a Deus, agradeceu a todos pela presença e em seguida narrou um pouco da sua história de vida e vocação.

Cronologicamente, o cardeal foi relembrando os acontecimentos em sua vida missionária, como citou a seguir:

- Em 1949, ele foi ordenado padre;
- 17 de junho de 1967 foi criado bispo, tornando-se pastor da mesma diocese em que já havia exercido o sacerdócio por vinte anos: Limoeiro do Norte, no Ceará;
- Em 1971 tornou-se arcebispo de Teresina, no Piauí, onde permaneceu até 1984, quando foi transferido para Brasília;
- Em 28 de junho de 1988, Dom Falcão foi feito cardeal, tendo participado, em 2005, dos funerais de João Paulo II e do conclave que elegeu o Papa Bento XVI.

Quanto à escolha do seu lema episcopal, o cardeal explicou: “Tomei como lema Servir na Humildade, pois coloquei o meu pastoreio nas mãos do Senhor, porque Ele não falta jamais aos que fazem a vontade do Pai, ao seguir o Seu chamado, ao dar o seu sim”.

Dom Falcão ainda relatou como conheceu os últimos Papas da história, Papa João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Francisco. Emocionado, narrou sobre o último encontro com o Papa Francisco.

“Recentemente, o Papa Francisco, com bondade e alegria, saudou-me com um forte aperto de mão, e com espanto me disse que são poucos que celebram 50 anos de episcopado”, lembrou dom Falcão.

Por fim, o arcebispo emérito rendeu graças a Deus pela vida e missão na Arquidiocese, e homenageou a Mãezinha Aparecida, padroeira e Mãe da Igreja de Brasília.

“Hoje quero bendizer a Deus toda a minha vida nesta cidade e Arquidiocese, na qual eu tive a honra de ser pastor por mais de 20 anos. Arquidiocese que tem como padroeira Nossa Senhora Aparecida, Mãe do Filho de Deus e da Igreja, Minha Mãe, quem me acompanhou e acompanha e me ajuda, com a graça do Seu Filho, como ser pastor e, hoje, como servidor de Igreja nesta terra”, concluiu o cardeal.

Dona Marinalva Alves, da Paróquia Santa Teresinha, do Cruzeiro, veio prestigiar e homenagear o bispo emérito de Brasília. “Ah! Dom Falcão é um grande homem, inspirado e guiado por Deus. Deu o melhor dele para a nossa Arquidiocese. Criou muitas paróquias e se dedicou a elas. Graças a Deus, não temos o que falar desse servo fiel”, disse a mulher.

Por fim, representando o clero, Pe. Douglas Neres da Costa, coordenador da Comissão do Clero, dirigiu a dom Falcão algumas palavras de carinho, em nome do Clero.

“Querido, dom Falcão, hoje, podemos ver a predileção do amor de Deus pelo Senhor por comemorar esses 50 anos de bispo e 90 anos de vida. Queria aproveitar e dizer ao senhor que, hoje eu não ofereci essa Missa ao Senhor, mas essa Missa, eu ofereci pela tua mãe. Por que? Recordando a minha época de Seminário, lembro de o senhor contar que sua ordenação sacerdotal precisou ser antecipada para que ela tivesse a  oportunidade de ver o senhor ordenador sacerdote e levar a ela o maior presente que um filho pode levar a uma mãe, que é o Jesus Cristo. Deus permitiu a sua mãe ter um filho sacerdote. Com certeza, foi uma alegria e para sua mãe por ver um filho dela ser sucessor dos apóstolos... Sucessor de Pedro”, disse Pe. Douglas.

Concluindo, padre Douglas ressaltou a importância de dom Falcão dentro da Arquidiocese e comparou a Igreja de Brasília a uma família feliz, onde dom Falcão faz o papel de “o bom vovô”, como disse o padre Douglas.

“Como sabemos, os laços eclesiásticos são, muitas vezes, comparados aos laços de família. O senhor é nosso bom vovô, assim como o arcebispo tem a leitura de Pai. O senhor está sempre presente sempre se faz presente, como uma família feliz. O senhor nos fala de Jesus, muitas vezes, não com palavras, mas com o seu jeito simples, tranquilo, silencioso, objetivo e amoroso. E, como um bom vovô, o senhor enriquece essa Arquidiocese. Agradeço a Deus pela sua vida!”

 

Cardeal dom José Freire Falcão

O cardeal dom José Freire Falcão foi o segundo arcebispo de Brasília, ficando à frente da Arquidiocese entre 1984 e 2004, quando se aposentou. Sempre fiel ao seu lema episcopal, “In humilitate servire” (“Servir na humildade”), nesse período Dom Falcão ampliou o número de padres e de paróquias do Distrito Federal, preparou a recepção ao Papa em 1991, criou a Casa do Clero e estimulou os movimentos eclesiais, entre outras coisas.

Dom Falcão, hoje arcebispo emérito de Brasília, nasceu em 1925 na cidade de Ereré, no Ceará, e  desde cedo sonhou em ser sacerdote, no que sempre foi incentivado pela família.

Entrou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, aos 14 anos. Foi ordenado padre em 1949 e em 1967 foi feito bispo, tornando-se pastor da mesma diocese em que já havia exercido o sacerdócio por vinte anos: Limoeiro do Norte, no Ceará. Em 1971 tornou-se arcebispo de Teresina, no Piauí, onde permaneceu até 1984, quando foi transferido para Brasília.

Em 28 de junho de 1988, Dom Falcão foi feito cardeal, tendo participado, em 2005, dos funerais de João Paulo II e do conclave que elegeu o Papa Bento XVI.

 

Veja as fotos do evento clicando aqui.

 

 

Por Gislene Ribeiro

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