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Artigo: Efeméride do Quarto Ano de Pontificado do Papa Francisco

16/03/2017 12:11


 

No mês de fevereiro do ano de 2013, nós, católicos, povo de Deus, fomos surpreendidos com a renúncia do Papa Bento XVI, que decidiu passar os últimos anos de sua vida em recolhimento e oração. O mês de março daquele ano começou com a Sé vacante. No dia 12 de março, os cardeais eleitores entraram na Capela Sistina para eleger o novo Bispo de Roma e, depois de um conclave rápido, os cardeais, iluminados pelo Espírito Santo de Deus, escolheram o Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, para conduzir a Igreja Católica Apostólica Romana.    

Hoje, nesta comemoração do quarto aniversário do início do ministério do Santo Padre, o Papa Francisco, como Pastor supremo da Santa Igreja, nós podemos afirmar que o nosso amado Papa Francisco reúne em si, de um modo admirável, a missão de Pastor e de Mestre, pois, com renovado empenho e santidade, por meio de sua voz, com o exemplo e os seus escritos, ele revela-nos o caminho seguro da identificação com a Pessoa de Jesus Cristo. Por ter sido alcançado pela misericórdia de Deus, Francisco nos presenteou com um Ano Santo da Misericórdia e nos convidou a mergulhar sem reservas nas fontes da divina misericórdia que sustenta a vida da Igreja.

Nestes quatro primeiros anos de seu pontificado, o Papa Francisco presenteou-nos com duas encíclicas: Lumen fidei (29 de junho de 2013) e Laudato si (24 de maio de 2015). Ele nos presenteou também com duas belíssimas exortações apostólicas: Evangelii Gaudium (24 de novembro de 2013) e Amoris laetitia (19 de março de 2016). Nestes documentos, o Papa nos leva a refletir sobre o alcance da fé e a necessidade de cuidarmos da nossa casa comum. Insiste na necessidade de testemunharmos a alegria de sermos membros de uma Igreja em saída, que visita as periferias existenciais e geográficas e nos faz vislumbrar a beleza do amor na família que deve ser sempre mais uma igreja doméstica que atua na defesa da vida em todas as suas instâncias. Em todos esses documentos, o Papa revela ser um homem sensível à realidade pastoral, o pastor que tem cheiro de ovelhas.   

Com afeto, humildade e ternura, o Papa Francisco conquistou nossos corações, falando de forma simples e afetuosa com os humildes. Por meio de suas palavras, nós sentimos a comunicação da misericórdia de Cristo que sussurra em nossos ouvidos: Confiai, pois o Meu olhar misericordioso já os alcançou, renovou e transformou.     

Francisco é um Papa midiático que possui milhares de jovens seguidores no twitter. Ele é também o Papa que não se prende aos protocolos e, por isso, ele preferiu residir na Casa Santa Marta com outros cardeais. A Casa Santa Marta, de certa forma, tem sido o cenáculo do Papa, lugar de celebração da Santa Missa diária, de oração e de adoração. Outra quebra de protocolo do Papa Francisco foi a abertura do Ano Jubilar da Misericórdia na África, e não no Vaticano, como de costume.   

A primeira viagem apostólica do Papa Francisco fora da Itália foi para o nosso país, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Naqueles dias do mês de julho de 2013, o Papa nos convidou a colocar água no feijão, ou seja, a repartir o que temos com os marginalizados e os excluídos. Na JMJ Rio 2013, o Papa suplicou que sejamos sempre mais a porta da fé para ajudar o nosso próximo a se encontrar com o nosso Deus adorado e amado.  

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia – dezembro de 2015 a novembro de 2016 - foi certamente um belo momento do pontificado de Francisco que, por ser o servo dos servos de Deus, nos orientou no exercício das obras de misericórdia corporais e espirituais e nos orientou na travessia da porta da misericórdia, a fim de recebermos as indulgências, o perdão e a graça de Cristo. No término deste Jubileu, por meio da Carta Apostólica Misericordia et misera, o Papa reforçou a ideia de que não podemos limitar a ação da divina misericórdia. Deste modo, testemunhando ser o doce Cristo na terra, ele concedeu aos sacerdotes a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. Antes, essa absolvição era exclusiva dos bispos.

Por ser o Pároco de todo o mundo, o Papa Francisco tem se engajado constantemente na luta contra a fome, o desperdício de alimentos, os males das guerras e na denúncia de todas as formas de corrupção. Por ser o Catequista de todos os povos e nações, em suas audiências, discursos e homilias, o Papa não se cansa de denunciar as diversas formas de violência sofridas pelos refugiados. Expressando o acolhimento da Igreja, o Papa tem nos convidado a derrubar os muros, para que possamos construir as pontes necessárias da caridade e da comunhão.

Por todas as graças que recebemos de Cristo, nesses primeiros anos do pontificado do Papa Francisco, hoje nós somos convocados a rezar pela saúde e intenções do Papa, que é o sucessor direto do apóstolo Pedro, a pessoa que exerce o múnus deixado pelo próprio Deus de presidir a Igreja com esperança, caridade e misericórdia.  

Obrigado, Senhor Jesus, pelos ensinamentos do Santo Padre, o Papa Francisco. Nós, católicos, queremos continuar nos alegrando ao ouvir a voz de Francisco nos convidando a descobrir a alegria do Evangelho, pois na voz do Papa Francisco se faz presente a voz de Pedro, confirmando a nossa fé e a fé de nossos irmãos.       

 

Por Aloísio Parreiras
Escritor e membro do Movimento de Emaús

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